O desenvolvimento das novas tecnologias, (…) parece ter ultrapassado a etapa dos vínculos objetivos que permitem, notadamente na modernidade, o domínio do homem sobre a natureza e as configurações de laços sociais. (…) parece ter-se rompido a divisão entre sujeito e objeto. (Leopoldo e Silva, 2009, p. 26)
Hoje podemos vivenciar a tecnologia (objeto) não mais separada do homem (criador). Temos próteses, implantes biomecânicos, aparelhos para aperfeiçoar o funcionamento do corpo humano, suprir alguma deficiência ou substituir uma parte do corpo quando esta não funciona devidamente. Tal questão já vem sendo amplamente discutida, tratada como pós-humano.
Vemos constantemente no mercado cinematográfico este conceito levado ao extremo no que chamamos de ficção científica: Inteligência Artificial, Matrix, Eu Robô, Blade Runner, Homem Bicentenário e outros milhares de títulos tratam a robótica imitando – e superando – o Homem, seu próprio criador.
No entanto, a revista que ilustra este post, mostra que nada disso é mais tão “ficção” assim. “As próximas gerações de robôs vão conversar, agir e parecer fisicamente com humanos”, afirma a revista, que termina o destaque na capa dizendo que “nossos especialistas estão preocupados”.
Nós podemos acreditar nos robôs? A questão foi levantada pela revista Popular Mechanics, mas já vem sendo debatida em diversas instituições do conhecimento e em empresas especialistas no seguimento, mas será que esta preocupação deve ser real? Tem fundamento? Vamos vivenciar esta batalha entre Humanos e Andróides ou isso é só tema bom para criar filmes de sucesso e lotar salas de cinemas?
O que posso dizer é que nos meus míseros 26 anos, vivenciei uma evolução tecnológica que nunca poderia imaginar. O que garante que em mais 26 anos, tudo isso não seja real? Espero estar vivo para ver!

