Durante todo meu curso de graduação, posteriormente nas minhas experiências pessoais e mais recentemente no meu curso de pós-graduação, sempre ouvi as mais diversas e conceituadas mentes da comunicação, discutirem sobre o contexto e seu fundamental papel na comunicação e mais especificamente na profissão de Relações Públicas.
Pessoalmente, sempre concordei com tal importância e acho, de fato, que tudo (ou quase tudo) depende do contexto. Dizer isso significa que acredito no resultado positivo ou negativo de uma ação com base nas condições: momento, objetivo, investimento, públicos pretendidos, mensagem desejada e reação esperada, etc. Enfim, depende do contexto.
Para alguns que estão lendo este post pode parecer obvio, pois qualquer ação que se tome deve se ter uma avaliação da situação. No entanto, já dizia meu primeiro chefe: o obvio deve ser dito. Embora muitos falem isso que acabei de dizer, poucos colocam em prática. É comum presenciar no mercado, práticas de comunicação fracassando por não se ter levado em conta o contexto.
Não raramente vemos a matriz de uma multinacional empurrando “goela abaixo” de suas filiais um projeto de planejamento sem nenhum tipo de adaptação, ou seja, ignorando completamente o contexto. Já ouvi casos que chegaram ao absurdo do plano estratégico de um grupo internacional ser literalmente traduzido e colocado em prática nas suas diversas filiais espalhadas pelo mundo.
Cultura, costumes, crenças, mercado, economia, história de um país, população ou empresa, religião, situação econômica, política e social, conhecimento das pessoas envolvidas, tudo deve ser avaliado, tudo deve ser contextualizado.
Para os que acham tudo isso papo furado, conceito inútil ou simplesmente para os que precisam de “ver para crer”, vejam o exemplo abaixo.
Josh Bell, um grande violinista norte-americano, muito premiado é, definitivamente, um nome conhecido entre todos que gostam de música clássica, violino, orquestra ou todas estas coisas. Duas noites antes deste vídeo ser gravado, ele havia realizado um conserto no Boston Symphony Hall, com ingressos no valor mínimo de $ 100,00 e todos vendidos. No entanto, ao tocar na estação de metro LEnfant Plaza, Josh conseguiu a quantia de $ 32,00 em sua case, após ser ignorado por 1097 pessoas.
http://www.youtube.com/watch?v=H0SeExpCBuc
Este é um exemplo perfeito de uma ação que pode ter total sucesso ou não surtir nenhum efeito dependendo do contexto. Quando Josh foi colocado em um contexto correto, ele foi sucesso absoluto, esgotando todos os ingressos disponíveis e sendo ovacionado por todos os presentes. Já em um contexto errado, onde poucos gostam ou conhecem de música clássica, não estão acostumados a ouvir violino ou não estão treinados a identificar um músico “gênio” no que faz, de nada adianta ter as maiores qualidades do mundo, se o público alvo não possui condições de perceber estas qualidades.
Chega de falação. Curtam o vídeo. Achei a idéia bem legal.




