A Apple sem Steve Jobs
8 de fevereiro de 2011
Para os que ainda estão desolados com as notícias sobre Jobs estar enfrentando graves problemas de saúde, acreditem: ele também é humano.
Claro que a vida pessoal de ninguém nos diz respeito e Steve Jobs não é exceção. No entanto, com alguém que alcançou tanto reconhecimento, fama, dinheiro e carinho (porque não), é impossível que o mundo não fique preocupado com tais notícias ou que não façamos perguntas do tipo: O que será da Apple sem Jobs? Será que sua saída vai afetar os negócios da “Maçã”, ou isso não vai atrapalhar os planos desta gigante do Vale do Silício?
Vou tentar responder, respeitando sempre o Homem por trás do Mito.
Se voltarmos no tempo, mais precisamente em 1985, é possível acreditar (ou ao menos pensar) em uma Apple sem Jobs, afinal, naquele ano o CEO e Co-Fundador da Apple foi forçado por seus acionistas a deixar a companhia que ele mesmo tinha ajudado a criar. Certamente acharam que poderiam fazer um trabalho melhor sem Jobs, que era conhecido como uma pessoa difícil de lidar, um gestor autoritário e que em vários momentos desrespeitava os seus empregados para fazer valer suas idéias e sua rígida política de qualidade e obsessão pela perfeição.
Para muitos, o que seria desmotivador, para Jobs foi a chance de criar duas empresas: Pixar – comprada pela Disney, hoje o maior estúdio de filmes animados do mundo – e a NeXT, comprada em 1996 pela própria Apple, o que fez Jobs retomar o controle de uma empresa economicamente instável e a ponto de fechar as portas.
É… eles estavam errados. Após seu retorno, Steve Jobs revolucionou o mercado de computadores pessoais com o iMac e seu OS X, lançou novos produtos e serviços que hoje não conseguimos viver sem: iPod, iTunnes, iPhone, App Store, iPad e sem contar nas variações de modelos dentro de cada um destes grupos de produtos. Uma mente brilhantes que mudou a realidade da Apple. A empresa chegou a ter 40% das suas ações compradas pela Microsoft e hoje nada de braçada em um share de mercado que só tende a crescer.
Hoje a situação é totalmente diferente. Depois de provar por várias vezes a sua importância, Jobs já é muito mais que um CEO de sucesso, pois ele já atingiu o status de ícone. Sua criatividade, suas patentes, suas apresentações apaixonantes e até o estilo calça jeans e gola rolê preta cativaram a todos e são elementos que formam a identidade da Apple Inc. Quer uma prova? O mercado já está inquieto e as ações da “Maçã” passam por momentos conturbados após o anúncio do seu afastamento por motivos pessoais. Os investidores temem por sua saída. A MacWorld foi adiada e já são milhares de artigos e posts tratando deste assunto em todo o mundo.
Acreditem: Jobs fará falta, tanto para a Apple como empresa de capital aberto, quanto para a Apple como marca de inovação, de poder, status e de produtos incrivelmente mágicos.
É claro que Jobs não fez o que fez sozinho. Temos que dar créditos para muita gente. Claro que ninguém é insubstituível, mas todos nós somos únicos. Alguém com a capacidade de Jobs certamente não se encontra toda hora e é claro que a Apple vai sofrer com seu afastamento, mais que em 1985, quando Steve Jobs “era apenas um CEO”. O que ela tem que fazer é se levantar rápido. Encontrar alguém para manter as coisas no eixo e continuar seu caminho no rumo certo em que as coisas estão. O mundo espera muito da Apple e de Steve. Sempre queremos mais, desta empresa que já é tão querida e que nos traz tantas felicidades. Se isso não acontecer, certamente vamos ver uma gigante passar novamente por dificuldades.
Termino deixando meus sinceros votos de melhoras para este gênio do Séc. XX e Séc. XXI. Toda força do mundo e espero que ele volte logo para suas apresentações dos produtos que me fazem até chorar!
Este post foi publicado na ITweb no dia 4 de fevereiro de 2011. [link]




















